Agência nuclear da ONU quer ampliar presença no Irã

Por Caio Cuccino Teixeira
Hassan Rouhani | Andrew Burton/Getty Images Hassan Rouhani | Andrew Burton/Getty Images

A agência da ONU para assuntos de energia atômica quer aumentar sua presença no Irã para melhorar o acompanhamento de um acordo feito entre o país e as potências mundiais, visando limitar o programa nuclear iraniano, disseram ontem diplomatas.

Considerando o papel ampliado devido ao acordo de 24 de novembro, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) provavelmente precisa de mais inspectores no Irã e também avalia a possibilidade de estabelecer um pequeno escritório temporário no país, segundo os diplomatas.

Apesar de inspetores da AIEA viajarem para o Irã com frequência para garantir que não há desvio de material nuclear para fins militares, eles não têm nenhuma base de operações no país.

Um porta-voz da Organização de Energia Atômica do Irã, Behrouz Kamalvandi, disse que Teerã não teve discussões sobre este assunto com a AIEA, de acordo com a agência de notícias Fars.

O monitoramento da AIEA pode ser motivo de polêmica na República Islâmica. No passado, Teerã acusou a AIEA, com sede em Viena, de atuar como uma agência de inteligência manipulada pelo Ocidente.

Mas as relações melhoraram desde junho de 2013, quando foi eleito presidente Hassan Rouhani, um político relativamente moderado, o que abriu caminho para uma reaproximação diplomática com o Ocidente. 

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