Pussy Riot fala ao Metro sobre novo projeto, futuro da banda e Jogos de Sochi

Por fabiosaraiva
Integrantes do Pussy Riot, durante entrevista | Tatyana Makeyeva/Reuters Integrantes do Pussy Riot, durante entrevista | Tatyana Makeyeva/Reuters

As recém-libertadas integrantes da banda punk russa Pussy Riot serão menos musicais e ainda mais políticas em sua luta pelos direitos humanos na Rússia. Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova revelaram planos de criar uma nova organização de direitos humanos chamada Zona Prava (Zona Justiça), que vai se ocupar dos direitos dos presos.

 

Quando a sua organização de direitos humanos começará a funcionar?

Alyokhina: No fim de janeiro, a nossa organização Zona Prava será oficialmente registrada. Mesmo antes disso, seu site será criado, e todas as informações sobre ela irá aparecer nas redes sociais.

Quais serão as primeiras ações da Zona Prava?

Alyokhina: As primeiras ações serão direcionadas para pessoas específicas com quem estamos ligadas, pois são mulheres condenadas que testemunharam diante de organizações de direitos humanos sobre o que está acontecendo nas colônias penais. Pretendemos protegê-las legalmente.

 

Vocês pretendem trabalhar com Mikhail Khodorkovsky?

Tolokonnikova: É possível. A colaboração com Mikhail Khodorkovsky ainda está sendo avaliada, mas por enquanto não podemos dizer nada de concreto. Informações sobre como ele respondeu a nossa proposta são confidenciais.

O Pussy Riot vai tocar novamente?

Tolokonnikova: Ainda existe e continuará a existir. O Pussy Riot produz músicas e vídeos, mas há muito deixou de ser um grupo — se transformou em um movimento social, que, no futuro, vai continuar a evoluir.

 

Os Jogos de Inverno de Sochi começam no próximo dia 7 de fevereiro. Vocês pretendem boicotá-los?

Tolokonnikova: Sim, como cidadãs da Rússia, vamos boicotar os Jogos. Também vamos pedir a todos os cidadãos russos que não concordam com a política do atual governo, bem como representantes estrangeiros de outros países e empresas, para boicotar o evento. 

 

Pussy Riot – Dos protestos à prisão

• 21/02/2012.
Cinco membros da banda realizam um protesto contra Vladimir Putin na principal igreja ortodoxa de Moscou.

• 5/3/2012.
Alyokhina e Tolokonnikova são presas sob a acusação de vandalismo. Yekaterina Samutsevich é presa depois.

• 23/12/2013.
As duas são liberadas sob uma nova lei de anistia aprovada pelo parlamento russo, que consideram um “golpe”.

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