Presidente da República Centro-Africana renuncia, após protestos

Por BAND
Populares comemoram a renúncia de Michel Djoto | Emmanuel Braun/Reuters Populares comemoram a renúncia de Michel Djoto | Emmanuel Braun/Reuters

O presidente interino da República Centro-Africana, Michel Djotodia, e o primeiro-ministro, Nicolas Tiangaye, renunciaram aos cargos nesta sexta-feira. O anúncio foi feito pelos chefes de Estado que participam da Conferência Extraordinária da África Central, em N’Djamena, capital do Chade, país vizinho da RCA, localizado no Centro-Norte do Continente Africano.

Os dirigentes da Ceeac (Comunidade Econômica dos Estados da África Central) “tomaram nota da demissão” do presidente e do primeiro-ministro, indica o comunicado final do encontro de cúpula, lido na sessão plenária.

A pedido dos líderes africanos, também participam da conferência em N’Djamena, os 135 deputados da RCA. A intenção é elaborar uma proposta sobre o futuro de Djotodia.

Manifestações

Em Bangui, capital da RCA, milhares de manifestantes foram para as ruas exigir a saída do presidente de transição, acusado pela comunidade internacional de não conseguir pôr fim à violência que assola o país desde o início de dezembro.

“Queremos que Djotodia se afaste. Precisamos de uma nova pessoa para liderar o país”, disse um manifestante, enquanto outro acrescentou que Djotodia deveria “ficar em N’Djamena” e se responsabilizar “por um massacre”.

Michel Djotodia foi convocado para a conferência e questionado sobre a incapacidade de lidar com a violência entre muçulmanos e cristãos. Segundo a Federação Internacional dos Direitos Humanos, os conflitos na República Centro-Africana fizeram mais de mil mortos no mês passado.

Com 4,5 milhões de habitantes, a RCA mergulhou no caos desde o golpe de Estado, em março passado, organizado pela coligação rebelde Séléka, que afastou do poder o presidente François Bozizé e declarou Michel Djotodia novo presidente do país.

Cerca de 1.600 soldados franceses e 4 mil soldados africanos tentam restabelecer a ordem e restaurar a segurança na antiga colônia francesa.

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