Navio russo permanece esperando resgate na Antártida

Por BAND
Penguim é fotografado próximo ao navio russo Akademik Shokalskiy, preso no gelo da Antártida. / Andrew Peacock / Reuters Penguim é fotografado próximo ao navio russo Akademik Shokalskiy, preso no gelo da Antártida. / Andrew Peacock / Reuters

Os 74 passageiros de uma embarcação científica russa presa no gelo da Antártida seguem neste domingo, dia 29 na expectativa do resgate. Um navio australiano do tipo “quebra-gelos” está se deslocando ao local na tentativa de superar a espessa camada de gelo. O “Akademik Shokalskiy” permanece imobilizado desde a última terça-feira.

Três barcos quebra-gelos já se dirigiram ao local para tentar o resgate, mas dois deles, o francês “L’Astrolabe” e o chinês “Snow Dragon”, deram meia volta por falta de capacidade suficiente.

Apesar de mais potente que as outras embarcações, não há garantias de que o australiano “Aurora Australis” alcance o a embarcação. “O navio avaliará suas possibilidades de romper o gelo para chegar ao Akademik Shokalskiy”, declarou a autoridade australiana de segurança marítima (ASMA).

Se o barco australiano não conseguir alcançar o navio russo nos próximos dias, um dos responsáveis pela expedição, Greg Mortimer, indicou que os passageiros serão retirados com o helicóptero do chinês “Snow Dragon”.

Apesar do fracasso da operação de resgate, a atmosfera é positiva a bordo. Outra das responsáveis pela expedição, Chris Turney, e o correspondente do The Guardian, Alo Jha, criaram na internet um diário de bordo em tom jovial.

A bordo da embarcação russa viajam cientistas e turistas que reproduzem a expedição histórica à Antártida realizada há um século (1911-1914) pelo explorador australiano Douglas Mawson. Também realizam alguns experimentos daquela expedição.

A embarcação circulava em uma zona onde os barcos podem passar normalmente nesta época do ano, mas uma mudança brusca das condições climáticas conduziu a embarcação a uma zona de gelo espesso. A expedição começou há três semanas e deveria chegar à Nova Zelândia no início de janeiro.

 

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