Cresce temor de guerra civil no Sudão do Sul

Por george.ferreira

O governo do Sudão do Sul disse ontem que rebeldes tomaram a capital de uma região produtora de petróleo, aumentando os temores de uma guerra civil étnica no país mais jovem do mundo.

A ONU (Organização das Nações Unidas) anunciou estar tentando apressar o envio de mais forças pacificadoras ao empobrecido e territorialmente isolado Sudão do Sul. Ao mesmo tempo, potências estrangeiras exortaram os dois lados a parar de lutar, temendo pela estabilidade de uma região já frágil da África.

O governo do Sudão do Sul afirmou ontem em sua conta no Twitter que não detém mais o controle de Bentiu, a capital de Unity State. No sábado, o ministro da Informação, Michael Makuei, disse que John Koang, um comandante do Exército em Unity State, desertou e se juntou ao líder rebelde Machar, que o havia nomeado governador do Estado. Mas o governo de Juba, capital do país, declarou ainda ter o controle dos campos de petróleo essenciais à economia.

Washington anunciou que conseguiu retirar a salvo os cidadãos americanos que estavam na cidade de Bor um dia depois de uma missão de resgate ter sido abortada. Na véspera, aeronaves que transportavam americanos foram alvejadas por armas de fogo.
Embates entre grupos rivais de soldados na capital Juba uma semana atrás se espalharam pelo país, que conquistou a independência do Sudão em 2011 depois de décadas de guerra.

O presidente Salva Kiir, da etnia dinka, acusou Machar, da etnia nuer e demitido por ele em julho, de tentar dar um golpe. Os dois são rivais políticos há tempos. Machar descartou a acusação, mas desde então disse estar comandando tropas que lutam contra o governo. METRO

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