Em crise, Argentina vive dias de sombra e revolta popular

Por Carolina Santos
Manifestantes protestam na sede do governo, em Buenos Aires | S. A./ Reuters Manifestantes protestam na sede do governo, em Buenos Aires | S. A./ Reuters

Os recentes episódios envolvendo greve de policiais e problemas na rede de energia vêm transformando a Argentina em um foco de caos e instabilidade. As temperaturas de até 37º C esta semana levaram a apagões que, em alguns casos, duraram vários dias.

A presidente Cristina Kirchner admitiu a possibilidade de que empresas do setor elétrico implementem um sistema de cortes “programados, rotativos e por menor tempo”, como em outras épocas, por exemplo, nos últimos anos do governo de Raúl Alfonsín (1983-1989). “Estamos vivendo uma onda de calor que provocou um recorde no consumo de energia”, disse o chefe de gabinete, Jorge Capitanich.

De acordo com o jornal “O Globo”, Capitanich disse que se reuniu com representantes de empresas do setor elétrico e foi realizada uma projeção do consumo de energia, levando em consideração as temperaturas esperadas para as próximas semanas e os picos de consumo. “Uma estratégia de consumo programado seria viável e com isso os cortes durariam menos tempo”, disse.

Nos últimos dias, bairros portenhos e municípios da província de Buenos Aires sofreram apagões, em alguns casos de mais de 24 horas. Os cortes estão afetando residências e também comércios. Em algumas regiões, os moradores saíram às ruas e protestaram contra o governo.

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