Anistia aprovada na Rússia beneficia ativistas do Greenpeace

Por Carolina Santos
Greenpeace faz ação em São Paulo  em favor do Ártico | André Porto/Metro Greenpeace faz ação em São Paulo
em favor do Ártico | André Porto/Metro

Os 30 ativistas do Greenpeace presos na Rússia por protestarem contra a instalação de uma plataforma petrolífera no Ártico podem ser absolvidos graças a uma anistia aprovada na quarta-feira por parlamentares russos.

Emendas de última hora ao projeto proposto pelo presidente Vladimir Putin implicam no fim “quase certo” dos processos contra os ativistas, segundo o grupo ambientalista. Além disso, os 26 estrangeiros do grupo, incluindo uma brasileira, a bióloga Ana Paula Maciel, poderão deixar a Rússia imediatamente.

A Duma, câmara baixa do Congresso, aprovou por unanimidade a anistia proposta por Putin para marcar o 20º aniversário da Constituição pós-soviética da Rússia. Ativistas de direitos humanos dizem que a anistia atinge apenas uma pequena fração dos mais de meio milhão de prisioneiros do país.

A prisão dos “30 do Ártico”, como o Greenpeace chama o grupo de ativistas, motivou críticas do Ocidente e foi amplamente vista como um sinal de que Putin não vai tolerar tentativas de impedir a Rússia de explorar os recursos do Ártico.

Duas integrantes da banda punk Pussy Riot — atualmente cumprindo pena de dois anos por causa de um protesto numa catedral de Moscou em 2012 — também deverão ser libertadas.

A previsão inicial é de que elas sejam soltas em março, e não está claro em quanto a pena poderá ser abreviada após a aprovação da anistia.

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