Pedido de asilo de Snowden é visto com cautela, diz colunista

Por george.ferreira

O governo brasileiro vê com cautela um possível pedido de asilo político do ex-analista da NSA (agência de segurança dos Estados Unidos), Edward Snowden, segundo a colunista da BandNews FM Mônica Bergamo, que conversou com dois ministros do governo federal. Um deles afirmou que são quase nulas as chances da concessão de qualquer asilo.

“O governo brasileiro não estaria disposto a comprar essa briga gigantesca com o maior império do mundo, segundo parceiro comercial do país, ficando exposto a retaliações de todos os tipos por parte dos Estados Unidos, inclusive de embargo comercial”, analisa Bergamo.

O assunto já teria sido objeto de análise quando as denúncias de espionagem do governo americano explodiram. A presidente Dilma repeliu o asilo, na ocasião, de forma muito enfática nos bastidores do governo.

“Tudo é possível”, disse um dos ministros a Bergamo. A aposta dos dois interlocutores, muito próximo à presidente Dilma, é de que as portas do Brasil devem seguir fechadas a Snowden.

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Dilma
Em agosto, dados liberados por Snowden mostraram que a presidente Dilma Rousseff e seus assessores eram vigiados pela NSA, a Agência de Segurança dos Estados Unidos.

As denúncias fazem referência a um documento atribuído à agência, segundo o qual comunicações da presidente Dilma Rousseff foram monitoradas, assim como as do mexicano Enrique Peña Nieto, então candidato à presidência.

Por causa da suspeita de espionagem, a presidente adiou a viagem que faria aos Estados Unidos em outubro.

Petrobras
Em agosto, dados liberados por Snowden mostraram que a presidente Dilma Rousseff e seus assessores eram vigiados pela NSA, a Agência de Segurança dos Estados Unidos.

A revelação só foi possível a partir de documentos vazados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden, atualmente exilado em Moscou, na Rússia.

A comprovação pôs fim à teoria do governo americano de que a o órgão se dedica exclusivamente ao combate do terrorismo.

Dias antes, a agência havia declarado ao jornal americano “The Washington Post” que “não se engaja em espionagem econômica em qualquer área”. A veracidade da informação é questionada a partir dos documentos inéditos, em que o nome da petroleira estatal é citado pelo menos quatro vezes.

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