Em declaração, Papa Francisco nega ser marxista

Por Carolina Santos
Pontífice declarou que não pretende “julgar” os homossexuais – além de condenar a existência de um chamado `lobby gay` no Vaticano | Alessandro Biachi/Reuters O papa já fez críticas ao sistema econômico mundial, ao atacar a tirania dos mercados, e a idolatria ao dinheiro | Alessandro Biachi/Reuters

O papa Francisco disse conhecer muitos “bons” marxistas, mas negou que ele próprio seja comunista. A fala do pontífice se deu após reclamações de conservadores americanos às críticas que ele fez ao capitalismo selvagem.

“A ideologia marxista é errada. Mas na minha vida eu encontrei muitos marxistas que eram boas pessoas, então não me senti ofendido”, disse o papa em uma entrevista publicada neste domingo no jornal italiano “La Stampa”.

Ele disse que a condenação que fez à desigualdade causada pelo sistema econômico global não pretendia ser uma análise de especialista e que foi apenas uma reiteração da doutrina social da Igreja Católica. “Isto não significa ser um marxista”, afirmou.

O apresentador de rádio americano Rush Limbaugh rotulou como “marxismo puro” um texto publicado pelo papa no mês passado, no qual ele alertou que um sistema econômico injusto “mata” e alertou que o capitalismo sem controle era “uma nova tirania”.

A crítica do papa, que testemunhou os efeitos de um colapso econômico devastador em sua Argentina natal, foi repetida por membros do movimento conservador “Tea Party” e pelo canal de televisão americana “Fox News”.

O pontífice é um conservador moderado e foi um crítico feroz do movimento eclesiástico de inspiração esquerdista Teologia da Libertação na América Latina, embora tenha parecido recentemente se reconciliar com seus líderes.

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