Putin planeja anistiar Pussy Riot e ativistas do Greenpeace

Por fabiosaraiva
Os 30 ativistas do Greenpeace podem se beneficiar com anistia | D.S./Reuters Os 30 ativistas do Greenpeace podem se beneficiar com anistia | D.S./Reuters

Duas integrantes presas da banda punk de protesto Pussy Riot podem ser soltas e 30 pessoas que foram detidas durante um protesto do Greenpeace podem escapar da prisão como parte de uma anistia proposta pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Putin planeja a anistia para este mês para marcar o aniversário de adoção da Constituição russa pós-comunista, em 1993.

De acordo com um esboço do texto disponível na página de Internet da Câmara dos Deputados, pessoas condenadas por vandalismo serão soltas sob a anistia. Esta é a acusação contra as integrantes do Pussy Riot Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, que cumprem pena de dois anos de prisão devido ao protesto que realizaram contra Putin dentro de uma catedral.

A advogada de Tolokonnikova, Irina Khrunova, acredita que sua cliente — que deveria sair em março — será solta até 1º de janeiro. “Caso as autoridades prisionais atrasarem isso, vamos tomar medidas”, disse ela.

Trinta pessoas presas após um protesto do Greenpeace em uma plataforma de petróleo no Ártico, em setembro, também são acusadas de vandalismo, pelo que podem ser condenadas a até sete anos de prisão. Todas as 30, incluindo uma brasileira, foram soltas sob fiança mas ainda aguardam julgamento.

Mikhail Fedotov, chefe do conselho sobre direitos humanos do Kremlin, acredita que os detidos pelo protesto do Greenpeace também são elegíveis para a  anistia.

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