Primeira-ministra tailandesa se nega a renunciar nesta terça

Por george.ferreira

A primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, se negou, nesta terça-feira, a renunciar e pediu aos manifestantes da oposição que retornem para suas casas. Na segunda-feira, o governo anunciou a dissolução do Parlamento e eleições antecipadas em fevereiro, como desejavam os manifestantes, mas os opositores decidiram permanecer nas ruas.

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“Os manifestantes conseguiram o que queriam e dissolvi o Parlamento para devolver o poder ao povo”, disse Yingluck Shinawatra. “Por isto, agora, quero pedir para que parem e que utilizem o sistema eleitoral para escolher o próximo governo”, completou a primeira-ministra, antes de insistir que o governo tem a obrigação legal de trabalhar até as próximas eleições.

Os manifestantes, uma aliança entre as classes altas de Bangcoc ligadas à oposição e grupos ultramonárquicos, exigem há um mês nas ruas da capital do país o fim do que chamam de “sistema Thaksin”, o nome do irmão de Yingluck.

Thaksin, primeiro-ministro derrubado em um golpe de Estado em 2006, continua sendo uma peça chave da política tailandesa apesar do exílio. Tem o apoio incondicional da população rural e urbana mais pobre, mas a elite da capital o odeia e o considera uma ameaça para a monarquia.

A oposição, que reuniu 140 mil pessoas nas manifestações de segunda-feira, programou uma nova mobilização para esta terça-feira.

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