Catar e Estados Unidos renovam acordo militar

Por Carolina Santos
Hagel (esquerda) admitiu diferenças táticas entre os Estados Unidos e seus aliados do Golfo | Mark Wilson/ Pool/ Reuters Hagel (esquerda) admitiu diferenças táticas entre os Estados Unidos e seus aliados do Golfo | Mark Wilson/ Pool/ Reuters

O Catar e os Estados Unidos renovaram nesta terça-feira um acordo de cooperação militar durante uma visita a este país do Golfo do chefe do Pentágono, Chuck Hagel.

Hagel se reuniu em Doha com o emir, o xeque Tamim bin Hamad, e seu ministro da Defesa, o general Hamad bin Ali Al-Attiya.

As duas partes aproveitaram a ocasião para renovar o acordo que define “as relações entre as forças dos Estados Unidos e do Catar, incluindo em matéria de treinamento, exercícios conjuntos e outras atividades”, declarou em um comunicado o porta-voz de Hagel, Carl Woog.

“O acordo visa promover a cooperação bilateral e reflete o longo histórico de cooperação entre os Estados Unidos e o Catar em matéria de segurança”, acrescentou.

No comunicado, o Pentágono também destaca “a estreita relação entre os Estados Unidos e seus parceiros no Conselho de Cooperação do Golfo”, ou seja, Catar, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Omã e Kuwait.

Na base militar de Udeid, colocada a disposição dos Estados Unidos pelo Catar, Hagel inspecionou o centro de comando e controle de tráfego aéreo sobre a Síria, no Golfo e Afeganistão.

À imprensa, Hagel admitiu diferenças táticas entre os Estados Unidos e seus aliados do Golfo, mas disse que compartilha os objetivos a serem alcançados.

Em visita a região desde quinta-feira, Hagel procura tranquilizar os aliados árabes de Washington sobre a presença militar americana no Golfo, de acordo com funcionários do Pentágono.

Hagel declarou no sábado que o acordo nuclear iraniano de 24 de novembro não afetaria a presença dos 35 mil soldados americanos na região.

Em seu encontro com o emir do Catar, o chefe do Pentágono reiterou que seu país ainda busca “impedir o Irã de possuir armas nucleares”.

O conflito na Síria também foi discutido. “Reafirmo a nossa posição de apoio à oposição moderada”, disse Hagel, no momento em que Washington teme um aumento da influência dos extremistas entre os rebeldes que lutam contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

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