Pressionado, Obama irá rever denúncias de espionagem

Por Carolina Santos
Espionagem a Angela Merkel foi o limite | Kai Pfaffenbach/Reuters Espionagem a Angela Merkel foi o limite | Kai Pfaffenbach/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, analisa a possibilidade de proibir espionagem contra líderes de países amigos, de acordo com um funcionário do governo norte-americano.

A medida deve fazer parte de um plano de revisão da coleta de informações por parte da NSA (sigla em inglês da Agência de Segurança Nacional) e outras agências.

Depois que se iniciou uma onda de denúncias contra os métodos de espionagem dos EUA, Obama está sob pressão para tomar medidas que ajudem a recuperar a confiança dos norte-americanos e aliados.

Um funcionário do governo disse que os EUA fizeram algumas mudanças pontuais em suas práticas de escuta, mas ainda não efetuaram nenhuma modificação ampla de suas políticas.

Ele disse que a Casa Branca estuda proibir a coleta de informações a partir do monitoramento de líderes aliados.

O relatório pedido por Obama após o vazamento de documentos da NSA pelo ex-prestador de serviço da agência Edward Snowden deve ser concluído até o fim do ano.

As críticas a Obama decorrem de denúncias recentes de que a NSA grampeou o celular da chanceler alemã Angela Merkel e conduziu amplo monitoramento eletrônico na França, Itália, Espanha e outros países europeus. As revelações também abalaram as relações dos EUA com o Brasil, que teria sido outro alvo da agência.

 

Chefes de inteligência depõem no Congresso

O diretor da Inteligência Nacional dos Estados Unidos, James Clapper, disse ontem que aliados estrangeiros espionam líderes norte-americanos e serviços de inteligência do país.

Em uma audiência no Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados dos EUA, Clapper falou que espionar líderes estrangeiros é um princípio básico das operações de inteligência.

Os chefes das agências de espionagem dos EUA voltaram ao Congresso para depor, desta vez diante da indignação de aliados europeus, principalmente a Alemanha, devido à possibilidade de que cidadãos e governantes alemães tenham sido monitorados.

Eles haviam deposto semanas atrás, quando se soube que a NSA havia colhido informações sobre comunicações de milhões de norte-americanos.

 

Irã e ONU anunciam diálogo produtivo

A agência nuclear da ONU e o Irã disseram ter mantido reuniões “muito produtivas” nesta semana a respeito das investigações sobre o programa atômico do país e anunciaram uma nova rodada do diálogo no mês que vem, em uma rara declaração conjunta emitida ontem. A próxima reunião acontecerá em 11 de novembro em Teerã.

A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) espera retomar suas investigações sobre as “possíveis dimensões militares” do programa nuclear iraniano. A falta de cooperação há muito tempo atrapalha as negociações, mas o ambiente mudou desde que o moderado Hassan Rouhani tomou posse como presidente do Irã, em agosto.

Os EUA e seus aliados suspeitam que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares, o que a República Islâmica nega, insistindo no caráter pacífico das suas atividades.

O subdiretor-geral da AIEA encarregado de inspeções nucleares, Tero Varjoranta, disse no fim de dois dias de discussões em Viena que houve “uma reunião muito produtiva”.

O embaixador iraniano, Reza Najafi, disse que Teerã apresentou novas ideias para superar a disputa, que gira em torno das suspeitas de que o Irã pesquisou para produzir bombas nucleares, apesar de participar de um tratado de não-proliferação.

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