Assembleia Geral da ONU vota contra embargo dos EUA a Cuba

Por Carolina Santos

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta terça-feira pelo 22º ano consecutivo uma resolução pediu o fim do embargo comercial que os Estados Unidos aplicam contra Cuba há meio século, denunciado duramente por uma imensa maioria dos Estados membros da organização.

A resolução apresentada pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez, foi apoiada por 188 países – o mesmo recorde do ano passado -, enquanto que apenas 2 votaram contra, entre eles Estados Unidos e três se abstiveram.

O embargo, imposto em 1962 pelo então presidente John F. Kennedy para forçar uma queda do regime comunista da ilha, foi alvo de duras críticas durante o debate anual sobre a questão na Assembleia Geral da ONU reunida em Nova York.

Desde 1982, a Assembleia Geral pede seu fim através de resoluções apresentadas por Cuba. “Os danos humanos que o bloqueio produz são incalculáveis. Provoca sofrimentos e constitui uma violação em massa, flagrante e sistemática dos direitos humanos. Setenta e seis por cento dos cubanos vivem sob seus devastadores efeitos desde seu nascimento”, indica Bruno Rodríguez ao apresentar o texto.

Segundo o chanceler cubano, o custo econômico dos mais de 50 anos de embargo é de 1,157 trilhão de dólares.

Em resposta, o diplomata americano Ronald Godard afirmou que seu país é utilizado como “bode expiatório externo” dos problemas internos da ilha. “Em 2012, o povo cubano recebeu dos Estados Unidos 2 bilhões de dólares em medicamentos e alimentos”, afirmou.

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