Família pede liberdade de ativista brasileira do Greenpeace

Ato aconteceu neste domingo em Porto Alegre / Carlos Eduardo Quadros/Fotoarena/Folhapress Ato aconteceu neste domingo em Porto Alegre / Carlos Eduardo Quadros/Fotoarena/Folhapress

Familiares e amigos da bióloga brasileira Ana Paula Maciel realizaram uma manifestação pedindo por sua liberdade. Ativista do Greenpeace, ela está presa na Rússia desde 19 de setembro com outros 29 colegas.

Na ocasião, eles invadiram uma plataforma russa em protesto contra a exploração de petróleo no Ártico. No país, a atitude é considerada crime de pirataria.

O ato em lembrança de Ana Paula aconteceu neste domingo no Parque Farroupilha, em Porto Alegre.

Análise

O Tribunal Internacional do Direito Marítimo examinará em 6 de novembro o litígio envolvendo o navio “Arctic Sunrise”, do Greenpeace, cujos 30 tripulantes foram detidos pela Rússia.

A audiência, anunciada por um comunicado do tribunal com sede em Hamburgo, norte da Alemanha, deverá analisar as medidas provisórias exigidas pela Holanda, incluindo a libertação dos ativistas, enquanto se aguarda a constituição de um tribunal arbitral no mérito do caso.

Greenpeace analisa medidas para libertar presos

O “Arctic Sunrise”, que navegava sob a bandeira holandesa – a organização ecologista Greenpeace foi registrada sob a lei holandesa-, foi rebocado no final de setembro pela guarda costeira russa no Mar de Barents, depois de membros de sua tripulação tentarem escalar uma plataforma de petróleo em protesto.

A Holanda pede ao tribunal que garanta que a Rússia “liberte imediatamente a tripulação do Arctic Sunrise” e que “autorize a imediata liberação do Arctic Sunrise, para que possa deixar seu local de detenção assim como as áreas marítimas sob jurisdição da Federação Russa, e exercer a liberdade de navegação”.

As autoridades russas já anunciaram que iriam boicotar o processo no tribunal internacional do Direito Marítimo e anunciaram que rejeitam o procedimento judicial de arbitragem, também apresentado por Haia, no contexto do qual Rússia e Holanda deveriam nomear árbitros encarregados de encontrar uma saída para o caso do Arctic Sunrise.

Questionado, o serviço de imprensa do tribunal disse que uma decisão era esperada “dentro de um mês”.

Os 30 tripulantes do Greenpeace, entre os quais estavam 26 estrangeiros, entre elas a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, foram presos por tentarem escalar uma plataforma da companhia russa Gazprom, onde pretendiam desfraldar uma bandeira denunciando os riscos da exploração de petróleo no Ártico.

Na quinta-feira, a Rússia reduziu a acusação contra os tripulantes de pirataria para vandalismo, com especialistas identificando uma manobra de Moscou para evitar um processo internacional.

A Rússia fez do desenvolvimento do Ártico, uma grande área repleta de recursos de hidrocarbonetos, uma prioridade estratégica. O Greenpeace denuncia os riscos para seu ecossistema particularmente frágil.

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