Justiça russa nega apelação de brasileira do Greenpeace

Por george.ferreira

A Justiça russa negou, nesta quinta-feira, a apelação de advogados do Greenpeace para que a brasileira Ana Paula Maciel, de 31 anos, pudesse responder em liberdade, mediante fiança, ao inquérito aberto após acusação de invadir plataforma de petróleo da Rússia. Até agora, além da bióloga gaúcha, outros 28 ativistas também tiveram negados os pedidos de fiança.

Ana Paula é uma das 30 pessoas que estão em prisão preventiva desde 19 de setembro após um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico pela empresa russa Gazprom. Em sua decisão, a Justiça ignorou a carta de garantia assinada pelo embaixador brasileiro no país, Fernando Barreto.

Pelo documento, o governo brasileiro pedia que Ana Paula aguardasse as investigações em liberdade, assegurando às autoridades russas que ela teria bom comportamento e que se apresentaria ao tribunal sempre que fosse requisitada. O advogado de Ana Paula também solicitou que ela acompanhasse a audiência fora da prisão, mas o juiz deu razão ao promotor do caso e negou o pedido.

 

Na quarta-feira, o Comitê de Investigação russo divulgou nota afirmando ter retirado a acusação de pirataria, e passou a indiciar o grupo por vandalismo. Porém, apesar do anúncio, a nova acusação ainda não foi formalizada. O Greenpeace Internacional rechaça a acusação de pirataria. “Vamos contestar veementemente as acusações de vandalismo, assim como fizemos com as acusações de pirataria. Ambas são fantasiosas, sem qualquer relação com a realidade”.

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