Brasileira na Austrália relata situação em meio a incêndios

Por Carolina Santos
Mais de 200 casas foram destruídas com o megaincêndio que se estende com os fortes ventos e calor intenso | John Donegam/ABC/ Reuters Mais de 200 casas foram destruídas com o megaincêndio que se estende com os fortes ventos e calor intenso | John Donegam/ABC/ Reuters

Os incêndios florestais que atingem o sudeste da Austrália mudaram a rotina dos moradores da região. Segundo a brasileira Karen Cooley, de 37 anos, que vive no país desde 2006, o governo pediu para que os moradores de locais próximos ao fogo saiam de suas casas ainda nesta quarta-feira.

“Hoje foi considerado o pior dia devido à alta temperatura e aos ventos fortes, que ficam entre 60 km/h e 80 km/h”, afirma a enfermeira.

Karen está em uma região considerada segura, a cerca de 100 km dos maiores pontos de incêndios – o Blue Mountains e o Central Coast.  Porém, ela relata que o cheio de queimado foi sentido em outras áreas. “Chegou até aqui”, diz.

A região de Blue Mountains, segundo a enfermeira, é uma das mais graves. “Nas proximidades, todas as escolas foram fechadas hoje”. Foi lá também que o governo pediu rapidez na saída de moradores de suas casas.

Segundo a brasileira, “as autoridades que lutam contra os incêndios relataram que ainda há, ao menos 28 deles sem controle no Estado de Nova Gales do Sul”. O total de incêndios ativos registrados no país passa de 70, segundo autoridades locais.

Com relação às temperaturas, Karen afirma que houve chuva nesta terça-feira, mas pouco ajudou no controle das chamas. “O tempo deve melhorar na quinta-feira, mas não há previsão de chuvas para ajudar os bombeiros”, finaliza.

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