Líderes patinam para fechar data de negociação na Síria

Por fabiosaraiva

Enquanto os inspetores da Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas) percorrem a Síria desativando o arsenal do regime de Bashar Al Assad, as negociações para o fim da guerra no país parecem cada vez mais distantes.

Neste domingo, o chefe da Liga Árabe, Nabil Elaraby, disse que a conferência de paz está marcada para 23 de novembro, em Genebra — mesma data que já havia sido anunciada pelo governo sírio.

Durante a coletiva de imprensa, porém, o enviado especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para a Síria, Lakhdar Brahimi, afirmou que o encontro não foi oficialmente marcado.

Segundo Brahimi, a oposição síria tem enfrentado “muitos problemas”, que seriam um obstáculo à realização da conferência. “A reunião não será convocada sem a presença de uma oposição crível, que represente uma parte importante da população síria”, disse ele.

Outra dificuldade é achar um consenso entre os países diretamente afetados pelo conflito sírio. Brahimi vai viajar para o Catar, a Turquia e o Irã antes de definir a data.

O Irã é o mais importante financiador do regime de Assad, e a perspectiva de realização de uma conferência de paz levanta questões sobre se as autoridades do país seriam convidadas para o encontro. Os EUA resistem a essa ideia, a menos que Teerã declare publicamente ser favorável a uma transição política.

 

Atentado

Sem definição para a conferência, a Síria segue sendo palco de ataques cada vez mais sangrentos. Neste domingo, um caminhão-bomba explodiu em uma estrada movimentada de Hama, no centro-oeste do país. Ao menos 31 pessoas morreram.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, o atentado foi organizado pela Frente Nusra, ligada à Al Qaeda. O alvo seria um posto do Exército a poucos quilômetros do local da explosão.

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