Acordo sobre dívida proporciona alívio temporário nos EUA

Por Carolina Santos
Funcionária retira placa do memorial Martin Luther King Jr., que ficou 16 dias fechado |  Kevin Lamarque/Reuters Funcionária retira placa do memorial Martin Luther King Jr., que ficou 16 dias fechado | Kevin Lamarque/Reuters

O mundo respirou aliviado no primeiro dia de validade do acordo que impediu o calote dos Estados Unidos, embora o impasse tenha sido apenas adiado. O presidente Barack Obama aproveitou o momento para cobrar dos membros do Congresso comprometimento para evitar que a crise orçamentária volte a assombrar no início do ano que vem.

“Não há vencedores aqui”, disse Obama, em um discurso duro, horas depois de o acordo ter sido aprovado pelos parlamentares. “O povo americano está completamente farto de Washington”, alfinetou, em referência às pesquisas que mostram a baixa popularidade do Congresso.

O recado do presidente foi para os republicanos do movimento conservador Tea Party, que tentaram forçar mudanças no Obamacare (o sistema de saúde implementado pelo governo) em troca da aprovação do aumento do teto da dívida (leia mais ao lado).

Com o acordo estabelecido na noite de quarta-feira, o governo americano garantiu o teto maior até 7 de fevereiro, e o financiamento de suas despesas até 15 de janeiro.

 

Batalha

Até lá, os legisladores precisarão encontrar um consenso sobre o impasse orçamentário. Republicanos radicais já avisaram, entretanto, que não vão desistir da briga pelos cortes nos gastos públicos — cujo principal alvo é o Obamacare. Os partidários do presidente, por sua vez, querem ampliar as fontes de arrecadação para equilibrar as contas.

O debate deve ser intenso, mesmo dentro do Partido Republicano. Líderes mais moderados da legenda acreditam que, a um ano das eleições legislativas, o embate com o governo deve ser feito de forma cautelosa.

Reabertura

Ontem, após 16 dias de paralisação parcial, o governo voltou a funcionar. Os 350 mil funcionários públicos federais que estavam em casa voltaram ao trabalho. Eles receberão pagamento retroativo.

Com as atividades normalizadas, mais de 400 parques nacionais reabriram suas portas.

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