Dioceses alemãs revelam o valor de reservas destinadas à Igreja

Por Carolina Santos
Francisco usa capacete de bombeiro  no Vaticano  | Osservatore Romano /Reuters Francisco usa capacete de bombeiro
no Vaticano | Osservatore Romano /Reuters

Ao menos 8 das 26 dioceses alemãs divulgaram o valor de suas “cadeiras de bispo”, como são conhecidas as reservas destinadas a projetos especiais das igrejas. A revelação ocorre em meio ao escândalo da reforma de um apartamento episcopal em Limburgo, que teria custado R$ 103 milhões.

O montante das reservas é conhecido apenas pelo próprio bispo e por alguns assessores. Controladas pelas dioceses, elas não estão sujeitas a impostos nem constam do balanço anual.

Em algumas igrejas, a “cadeira do bispo” inclui propriedades muito antigas, doações e fundos fornecidos pelos Estados alemães, acumulados durante dois séculos. Seu valor é variável.

 

‘Bispo de luxo’

O conhecimento da existência dos fundos não é novidade, mas ganhou destaque após a controvérsia despertada pelo bispo Franz-Peter Tebartz-van Elst, o “bispo de luxo” responsável pela reforma milionária.

Os gastos desagradaram os católicos alemães e levaram o Vaticano a convocar Elst para se explicar, em um momento em que o papa Francisco pede medidas de transparência.

“Estamos levando essas preocupações a sério”, disse o bispo de Speyer, Karl-Heinz Wiesemann.

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