EUA ainda não sabem motivo de ataque em Washington

Por fabiosaraiva

Ainda é um mistério a razão que levou uma mulher de 34 anos a jogar o próprio carro contra bloqueios policiais em duas das áreas mais vigiadas e seguras do planeta: a Casa Branca e o Congresso dos Estados Unidos, relata o colunista da BandNews FMLuiz Megale. Dentro do carro, havia uma menina de pouco mais de um ano de idade, filha da mulher. A criança foi levada ao hospital e colocada sob cuidados da assistência social de Washington, a capital americana.

A mulher, chamada Miriam Carey, nasceu em Nova York e morava em Connecticut. Ela trabalhava como assistente de dentista. O chefe da mulher foi ouvido ontem pela polícia americana e a descreveu como uma pessoa que está sempre contente.

A mãe de Miriam não sabe por que a filha estava em Washington – que fica a mais de 500 quilômetros de Connecticut -, mas diz que a filha tem um histórico de acessos de fúria. Recentemente, ela teria passado por depressão pós-parto, chegou a tomar remédios e foi internada.

Segunda uma fonte, que conversou com a rede de televisão NBC, ela tinha delírios de que o presidente Barack Obama a estaria perseguindo.

Dois detalhes chamaram a atenção, segundo o colunista. No momento em que o Congresso foi esvaziado, alguns dos senadores e deputados republicanos e democratas tiraram da lapela os botons dos próprios partidos pelos da bandeira americana, e que os identificam não como políticos, mas como congressistas. “Eles estavam com medo de, no caso de se tratar de um ataque terrorista, de um assassinato em massa, serem eles os alvos, especialmente porque são eles os profissionais mais impopulares dos Estados Unidos por causa da questão do fechamento do governo, da falta de acordo entre os partidos”, disse Megale.

O segundo ponto seria um possível problema para a chefia do FBI, que “pediu para os policiais abrirem fogo contra um carro onde estava uma mulher desarmada com uma criança sem nenhum indício de que se tratava de um ataque terrorista”. A pergunta seria por que não cercar o veículo em vez de atirarem, “mas esse questionamento não existiu”. A razão seria que, desde 2001, qualquer coisa que se pareça com um atentado terrorista tem que ser tratada desse modo pela polícia. “Aparentemente, é esse o espírito”, analisa o colunista.

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