Estados Unidos mantêm ameaça de ação militar na Síria

Por Tercio Braga
Os EUA não têm planos para retirar do Mediterrâneo os navios que foram enviados para eventualmente atacar a Síria | Miguel Angel Contreras/Reuters Os EUA não têm planos para retirar do Mediterrâneo os navios que foram enviados para eventualmente atacar a Síria | Miguel Angel Contreras/Reuters

As Forças Armadas dos Estados Unidos manterão a ameaça do uso de força na Síria no caso de o regime de Bashar Al Assad não cumprir o acordo para entregar o controle das armas químicas, declarou nesta quarta-feira o secretário da Defesa norte-americano, Chuck Hagel.

“Devemos manter a opção militar exatamente como está. Garantimos ao presidente [dos Estados Unidos, Barack Obama] que o nosso dispositivo e força mobilizada permanecem os mesmos. Estamos preparados para exercer qualquer opção que ele selecione”, disse Hagel em uma conferência de imprensa.

Os comentários de Hagel deixaram claro que os Estados Unidos não têm planos para retirar do Mediterrâneo os contratorpedeiros que foram preparados para lançar ataques de mísseis de cruzeiro contra a Síria pelo uso de armas químicas.

O secretário declarou ser claro que “a ameaça do uso de força dos Estados Unidos” ajudou a persuadir a Síria a concordar com um acordo Estados Unidos-Rússia que exigia ao regime que entregasse o controle do seu arsenal químico à comunidade internacional.

Apesar de concordar com o acordo de controlar as armas químicas da Síria, Washington e Moscou continuam sem confirmação quem é o responsável pelo ataque químico de 21 de agosto nos arredores de Damasco, que deixou centenas de mortos.

A Rússia diz que o regime sírio forneceu novas provas implicando os rebeldes no ataque, mas Barack Obama declarou ser “inconcebível” que alguém além do regime sírio possa ter feito o ataque.

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