Tiroteio em base naval deixa 13 mortos nos Estados Unidos

Por fabiosaraiva
Policiais procuram atiradores no telhado do edifício onde ocorreu o massacre |  Joshua Roberts/Reuters Policiais procuram atiradores no telhado do edifício onde ocorreu o massacre | Joshua Roberts/Reuters

A capital dos Estados Unidos, um dos lugares mais seguros e vigiados do mundo, foi palco de um tiroteio em massa, que terminou com a morte de 13 pessoas — entre elas, um suspeito. O incidente ocorreu no início da manhã desta segunda-feira, em uma base da Marinha em Washington.

Testemunhas contaram ter ouvido uma sequência de tiros, antes de saírem correndo de um dos edifícios da base naval. “Todo mundo ficou em pânico, tentando decidir para onde fugir”, contou Patricia Ward, uma das 3 mil funcionárias do local.

O número de mortos foi atualizado várias vezes ao longo do dia. No fim da tarde, o FBI (a polícia federal americana) divulgou a identidade de um dos atiradores. Aaron Alexis, 34 anos, era trabalhador terceirizado da base naval.

Os agentes pediram para que a população envie informações sobre Alexis, que vive em Forth Worth, no Texas.

As autoridades também buscam um segundo atirador, que estaria vestido em trajes militares. Mais cedo, ouve informações sobre um terceiro suspeito, mas essa hipótese foi descartada.

O prefeito de Washington, Vincent Gray, disse que as motivações da chacina ainda eram desconhecidas. Segundo ele, não há indícios de ataque terrorista, embora todas as linhas de investigação estejam em aberto.

O incidente parou a capital americana. O aeroporto Ronald Reagan ficou fechado, e prédios públicos foram esvaziados.

 

Obama diz que ação foi ‘ato covarde’

O presidente Barack Obama admitiu que a investida na base naval de Washington configura mais um ataque massivo em uma instalação militar americana. Para Obama, a ação é um “ato covarde”.

“Nós ainda não sabemos os fatos, mas estamos enfrentando um novo ataque de atiradores”, afirmou. Recentemente, um homem foi condenado à pena de morte por assassinar 13 soldados em um quartel do Texas. Os EUA também convivem com o fantasma do massacre da escola de Sandy Hook, no qual 20 crianças morreram a tiros.

Algernon Alexis, pai do suspeito identificado pelo FBI, disse estar em choque com a notícia. Em entrevista à Reuters, ele perguntou como poderia contatar as autoridades.

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