Síria tem novos ataques após acordo entre EUA e Rússia

Por talita
 Sírios participam de funeral simbólico de soldados do Exército Livre na cidade de Aleppo | Saad Abobrahim/REUTERS Sírios participam de funeral simbólico de soldados do Exército Livre na cidade de Aleppo | Saad Abobrahim/REUTERS

Aviões de guerra sírios bombardearam ontem redutos rebeldes na capital Damasco. Os ataques ocorreram um dia depois que os Estados Unidos concordaram em cancelar ações militares em um acordo com a Rússia para remover as armas químicas do presidente Bashar Assad.

Após a ação em Damasco, o ministro da Informação da Síria, Omran al-Zoubi, disse  à emissora britânica de televisão “ITN” que o governo do país vai cumprir o combinado assim que o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) aprovar uma resolução baseada nessa proposta.

Segundo o ministro, o governo já começou a preparar os documentos relacionados ao plano. “A Síria se compromete com o que vier da ONU. Nós aceitamos o plano russo para nos livrarmos de nossas armas químicas”, afirmou.

O secretário de Estado americano, John Kerry, disse ontem que os EUA enviaram uma forte advertência à Síria e que a “ameaça de (uso da) força é real” se o regime não cumprir com o plano de entregar seu arsenal químico. Kerry fez a advertência após reunião com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu em Jerusalém.

Para o presidente da França, François Hollande, uma resolução da ONU com o acordo dos Estados Unidos e da Rússia deve incluir a ameaça com algum tipo de sanção, caso a Síria não cumpra o acordo. Falando ontem à TV francesa, Hollande disse que a resolução poderia ser votada até o fim da semana. O presidente receberá hoje Kerry e o chefe da diplomacia britânica, William Hague, para debater a questão síria.

Em comunicado, a oposição síria pediu que a comunidade internacional proíba também o regime de Damasco de usar mísseis balísticos e a aviação contra civis.

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