Parlamento britânico rejeita ofensiva militar na Síria

Por Tercio Braga
Manifestante protesta em frente ao Parlamento pedindo para a Grã-Bretanha não invadir a Síria | Peter Macdiarmid/Getty Images Manifestante protesta em frente ao Parlamento pedindo para a Grã-Bretanha não invadir a Síria | Peter Macdiarmid/Getty Images

Após horas de intenso debate, o parlamento britânico rejeitou a proposta de ação militar na Síria. O resultado da votação representa uma derrota para o premiê, David Cameron, cujo governo chegou a cogitar agir no país árabe mesmo sem o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Cameron, que defendia a intervenção por “questões humanitárias”, prometeu respeitar a vontade do povo. Muitos britânicos são contra a ofensiva, temendo que ela acabe em uma guerra como a do Iraque.

Em Washington, o presidente americano, Barack Obama, também batalha para conseguir o apoio dos congressistas.

Na noite de ontem, um time de “estrelas” do Partido Democrata — entre elas, os secretários de Estado e da Defesa e a conselheira de Segurança, Susan Rice — se reuniram com líderes do parlamento.

Foram apresentadas provas da responsabilidade do ditador Bashar Al Assad no ataque químico da semana passada, bem como detalhes sobre o plano americano de intervenção.

De acordo com o “The New York Times”, Obama estaria disposto a agir sozinho na Síria. As fontes ouvidas pelo jornal reforçam que nenhuma decisão foi tomada, mas que a ofensiva poderia começar quando os inspetores da ONU (Organização das Nações Unidas) deixarem o país. A retirada está prevista para amanhã.

“Quando o presidente chegar a uma conclusão sobre a resposta apropriada, e uma justificativa legal for necessária, nós vamos elaborar a nossa própria justificativa”, disse Joe Earnest, porta-voz da Casa Branca.

Diálogo

Ainda assim, Obama não desistiu de buscar o apoio de aliados ocidentais. O democrata ligou para a chanceler alemã, Angela Merkel, para atualizá-la sobre a posição americana.

Merkel e o presidente francês, François Hollande, emitiram um comunicado pedindo que a ONU se posicionasse sobre uma resposta a Assad.

Os membros permanentes do Conselho de Segurança se reuniram na tarde de ontem, mas o encontro não gerou resultados.

Nações movem arsenal de guerra

Mesmo sem uma definição sobre uma eventual ação militar na Síria, países com interesse na região movimentaram arsenal de guerra, como medida preventiva.

Os EUA enviaram um quinto destróier para o Mar Mediterrâneo, enquanto a Rússia, aliada do ditador Bashar Al Assad, mandou dois navios. Segundo Moscou, a manobra já estava prevista e não tem a ver com o acirramento das tensões.

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