Potências ocidentais adotam cautela com a Síria

Por fabiosaraiva
Inspetores da ONU voltaram ao local do ataque químico | Stringer/ Reuters Inspetores da ONU voltaram ao local do ataque químico | Stringer/ Reuters

Nesta quarta-feira, em um dia que começou com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se pronunciando favorável a uma resposta ao ataque químico na Síria, prevaleceram os apelos e a pressão por uma solução diplomática para a crise — ao menos temporariamente.

O Reino Unido, que chegou a considerar uma ação militar mesmo sem o aval do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), voltou atrás e anunciou que vai aguardar o resultado de duas votações sobre o tema no parlamento britânico. Os deputados se reúnem pela primeira vez hoje.

Mesmo o governo americano, que anunciou estar “pronto” para uma intervenção, ponderou que não agirá unilateralmente na Síria. “Estamos falando com muitos aliados sobre a participação”, disse uma fonte militar.

No início da noite, o presidente Barack Obama afirmou que não havia tomado uma decisão sobre a ofensiva. De acordo com um congressista, haverá uma reunião sobre o tema ainda hoje.

Apelo

Embora defendam uma resposta ao regime de Bashar Al Assad, as potências parecem ter ouvido o pedido do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “Deem uma chance à paz. Deem uma chance à diplomacia. É essencial apurar os fatos”, conclamou. Os inspetores da ONU ficam no país árabe até domingo.

Para a Rússia, aliada de Assad, o Conselho de Segurança da ONU deve aguardar o resultado da investigação.

Em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU, o governo de Assad pediu às Nações Unidas que mantenham sua equipe de inspetores em Damasco para além do prazo de domingo.

O regime acusa “terroristas” pelo ataque químico da semana passada. Mais de mil pessoas morreram, segundo a oposição.

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