Inspetores da ONU devem deixar a Síria neste sábado

Por talita
| Khaled al-Hariri/ Reuters Inspetores já fazem a terceira missão no país | Khaled al-Hariri/ Reuters

Inspetores de armas da ONU fazem a terceira missão em Damasco, capital da Síria. A previsão é de que eles deixem o país no sábado (31), com evidências sobre possível o uso de armas químicas contra a população.

De acordo com o secretário-geral das Nações Unidas, a equipe técnica deve apresentar um relatório com as descobertas feitas durante a investigação de campo. Na primeira incursão dos inspetores pela capital síria foi feito o estudo da área supostamente atacada pelo arsenal químico no último dia 21.

A denúncia de morte de centenas de pessoas na região despertou a dura reação internacional. Reino Unido e Estados Unidos afirmam que podem atacar o país árabe a qualquer momento. Mas a situação interna desses governos é mais complicada, o que indica que uma ação militar seria pontual.

O governo britânico de David Cameron foi desafiado pelos opositores e também por conservadores contrários ao bombardeio. Eles ameaçam intervir nas ações do primeiro-ministro, dizem que falar em ataque neste momento é prematuro e pedem provas irrefutáveis de que foi Bashar Al-Assad o responsável pelo ataque químico.

Nos Estados Unidos, as condições do presidente Barack Obama são ainda mais complicadas. O país ainda está atrelado aos gastos de guerras no Iraque e Afeganistão, países que permanecem em plena disputa de poder e conflitos sectários, e mesmo a decisão de bombardeios pontuais contra a infraestrutura militar de Al-Assad é perigosa.

Isso porque não há dados precisos sobre a localização do possível arsenal químico sírio. Assim, disparos de foguetes contra armazéns de Bashar Al-Assad pode provocar – mesmo que involuntariamente – uma nova tragédia química. Além de todos esses motivos, as duas grandes potências não tem permissão do Conselho de Segurança da ONU para usar a força militar, e se depender da Rússia – aliada de Damasco – e membro permanente do Conselho, essa autorização não será dada.

O governo da Síria nega a responsabilidade pelo ataque contra a população e diz que foram os rebeldes, chamados de “terroristas” pelas autoridades sírias, usaram o carregamento de gás venenoso.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo