Missão da ONU na Síria é adiada por falta de segurança

Refugiados sírios são vistos no Iraque, na região do Curdistão. | Azad Lashkari / Reuters Refugiados sírios são vistos no Iraque, na região do Curdistão. | Azad Lashkari / Reuters

O ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Mualem, afirmou, nesta terça-feira, que a missão dos especialistas da ONU (Organização das Nações Unidas) que investiga o suposto uso de armas químicas no país foi adiada para quarta-feira por falta de garantias dos rebeldes. “Hoje, nos surpreendeu o fato de que não puderam seguir para o local porque os rebeldes não conseguiram chegar a um acordo para garantir a segurança da missão. Portanto, a missão foi adiada para amanhã”, disse o ministro em Damasco.

O ministro ainda disse que um ataque ocidental não afetaria a campanha militar de Damasco contra os rebeldes. “Se acreditam que assim poderão impedir a vitória de nossas Forças Armadas, se enganam”, afirmou em entrevista coletiva em Damasco.

Muallem também falou que a Síria se defenderá em caso de ataque militar ocidental. “Temos duas opções: rendição ou defesa com os meios que temos. A segunda alternativa é a melhor: nos defenderemos”, declarou o chanceler.

O ministro disse que um eventual ataque militar ocidental a seu país beneficiaria os interesses de Israel e da Al-Qaeda. “O esforço de guerra realizado pelos Estados Unidos e seus aliados beneficiará os interesses de Israel e em segundo lugar da Frente Al-Nosra”, grupo armado que combate ao lado dos rebeldes sírios e que jurou fidelidade à Al-Qaeda.

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