Governo Obama acusa Síria e caminha para intervenção

Inspetores da ONU coletaram material biológico de sobreviventes | Stringer/Reuters Inspetores da ONU coletaram material biológico de sobreviventes | Stringer/Reuters

Os Estados Unidos acusaram o regime sírio de usar armas químicas contra a população, em um ataque classificado como uma “obscenidade moral” pelo governo de Barack Obama. Foi a mais dura resposta americana às atrocidades da guerra na Síria, e observadores afirmam que a intervenção militar é uma questão de tempo.

“O presidente Obama acredita que deve haver uma prestação de contas daqueles que usam as armas mais hediondas do mundo contra as pessoas mais vulneráveis ​​do mundo”, disse o secretário de Estado americano, John Kerry.

“O que vimos na Síria deveria chocar a consciência”, acrescentou o secretário, lembrando que as evidências do uso de armas químicas são “inegáveis”. Segundo Kerry, Obama estava consultando seus aliados do Ocidente antes de decidir como responder.

Chefes militares dos EUA, da França, do Reino Unido e de outras nações da Aliança do Norte se reuniram ontem na Jordânia. O encontro já estava previsto na agenda da Otan, mas é provável que tenha servido para a análise das alternativas.

Em viagem à Indonésia, o chanceler britânico, William Hague, cogitou a possibilidade de uma intervenção sem o aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Segundo ele, a exigência de tal condição poderia tornar “impossível responder às atrocidades” na Síria.

 

Tiroteio

Ontem, os inspetores da ONU (Organização das Nações Unidas) visitaram o subúrbio de Damasco, palco do ataque químico da semana passada.

Antes de chegar ao local, um dos carros do comboio foi alvejado por franco-atiradores. O regime de Bashar Al Assad culpou “terroristas” pelo tiroteio. 

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