Estados Unidos esperam posição de Obama sobre a Síria

Por talita
Obama disse que estará mais aberto a trabalhar com o congresso para descobrir como ser mais transparente | Jonathan Ernst/ Reuters Olhos se voltam para o presidente| Jonathan Ernst/ Reuters

Todos os olhos se voltam para o próximo pronunciamento do presidente americano Barack Obama, aponta o colunista da BandNews FM Luiz Megale. “Ele participou de um evento público ligado aos militares, mas não fez pronunciamentos, evitou discursos para não falar, explicitamente, qual seria sua próxima ação envolvendo a questão síria”, relata o colunista.

“Se Obama cumprir à risca a ameaça que fez no ano passado de que o uso de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad significaria que os limites foram ultrapassados e seria hora de agir com uma intervenção, essa intervenção vai ocorrer”, lembra Megale.

O secretário de Estado, John Kerry, já disse que o uso de armas químicas por parte de Assad é um escândalo, que haverá consequências, mas não disse, textualmente, que uma ação militar é iminente.

A imprensa americana acredita que a possibilidade de uma intervenção limitada, em conjunto com outros países europeus, serviria de castigo a Assad pelo uso de gás tóxico. “Uma ação de no máximo dois dias envolvendo bombas de longo alcance ou mísseis lançados de navios. Portanto, sem o envolvimento direto no conflito sírio, pelo menos na forma de uma invasão territorial”, observa o colunista.

“Não custa lembrar que, se Obama quiser manter a sua promessa, ele terá de passar por alguns obstáculos”, relembra Megale. O primeiro é a participação da Rússia e da China, dois aliados fortíssimos da Síria e que podem vetar uma eventual intervenção no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). E o segundo é a própria opinião pública dos Estados Unidos. “Para cada americano favorável à intervenção, existem três que são contra o envolvimento dos EUA em mais uma aventura militar”.

Além desses pontos, os Estados Unidos ainda vivem um momento de déficit em suas contas, que foi alimentado também pelas intervenções militares na região do Oriente Médio.

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