Número de crianças refugiadas na Síria atinge 1 milhão, afirma ONU

Por fabiosaraiva
Crianças sírias caminham sob a chuva no campo de refugiados de Boynuyogun, na fronteira entre a Síria e Turquia | Murad Sezer/ Reuters Crianças sírias caminham sob a chuva no campo de refugiados de Boynuyogun, na fronteira entre a Síria e Turquia | Murad Sezer/ Reuters

O número de crianças sírias forçadas a fugir do país devastado por uma guerra civil atingiu um milhão nesta sexta-feira, metade de todos os refugiados expulsos pelo conflito, disse a ONU.

Outros dois milhões de menores sírios estão deslocados dentro do próprio país e muitas vezes são atacados ou recrutados como combatentes, em violação ao direito humanitário, informaram a agência de refugiados da ONU (Acnur) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“Os jovens da Síria estão perdendo suas casas, seus familiares e seus futuros. Mesmo depois de terem atravessado a fronteira por segurança, estão traumatizados, deprimidos e precisam de uma razão para esperança”, disse António Guterres, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, em comunicado.

Quase dois milhões de sírios fugiram para Turquia, Líbano, Iraque, Jordânia e o Norte da África, segundo o Acnur. Entre eles estão 40 mil curdos sírios que chegaram em massa ao Curdistão iraquiano na semana passada.

A ONU exigiu na quinta-feira que a Síria conceda acesso imediato a especialistas em armas químicas das Nações Unidas aos subúrbios de Damasco controlados por rebeldes onde o uso de gás venenoso parece ter causado centenas de mortes, incluindo muitas crianças, a poucos quilômetros do hotel da equipe da ONU.

O diretor-executivo do Unicef, Anthony Lake, disse que a juventude síria vem arcando com o ônus da guerra, que já matou 7 mil crianças entre as cerca de 100 mil vítimas até agora.

“Nós todos devemos compartilhar a vergonha, porque enquanto nós trabalhamos para aliviar o sofrimento das pessoas afetadas por esta crise, a comunidade global falhou em sua responsabilidade para com estas crianças. Devemos parar e nos perguntar como, em sã consciência, podemos continuar a falhar com as crianças da Síria”, disse.

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