Ataque químico na Síria pode chegar a 650 mortos

Pelo menos 100 pessoas morreram vítimas de gases tóxicos | Khalil Ashawi / Reuters Governo nega o uso de gases tóxicos | Bassam Khabieh / Reuters

Cerca de 650 pessoas podem ter morrido em um ataque que pode ter utilizado gás neurotóxico em uma operação realizada pelo exército sírio no leste de Damasco na manhã desta quarta-feira, informa o colunista da BandNews FM Milton Blay. As informações sobre as vítimas foram obtidas em centros médicos da região, que registraram centenas de mulheres e crianças entre os mortos.

“A televisão estatal divulgou que o governo nega ter usado substância químicas nesse ataque”, aponta Blay. Os ataques atingiram uma área dominada pela rebelião contra o regime do presidente Bashar al-Assad há quase dois anos.

A Comissão Geral da Revolução Síria postou na internet imagens que ilustram o massacre. O ataque acontece três dias depois da chegada a Damasco de mais de 10 investigadores da ONU (Organização das Nações Unidas) encarregados de examinar o uso de armas químicas no conflito. O objetivo é examinar se elas foram ou não usados sem determinar responsabilidades.

Tanto o regime quanto a oposição se acusam mutuamente de terem recorrido a armas químicas nos confrontos que já causaram as mortes de mais de 100 mil pessoas.

O líder da oposição síria exige uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU sobre o massacre cometido hoje na região de Damasco. Ele também pediu à comissão internacional que investiga na Síria o uso de armas químicas que visite os locais de bombardeios desta quarta-feira.

A Liga Árabe também solicitou aos inspetores da ONU, atualmente na Síria, que visitem a região de Damasco, que, supostamente, foi atacada por armas químicas. Em comunicado, a secretaria da Liga pede aos inspetores que sigam para a região para constatar a realidade da situação e investigar as circunstâncias do crime.

 

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