Partidários de Mohamed Mursi cancelam protestos no Cairo

Por Carolina Santos
Apoiadores de Mursi durante protestos | Murad Sezer/Reuters Apoiadores de Mursi durante protestos | Murad Sezer/Reuters

Os partidários do presidente islamita Mohamed Mursi, destituído pelo exército, anunciaram o cancelamento de algumas manifestações neste domingo no Cairo “por razões de segurança”, no quinto dia de confrontos com as forças de segurança que provocaram 800 mortes.

Os militantes islamitas haviam anunciado nove manifestações no Cairo como parte da “semana contra o golpe de Estado”. Yasmine Adel, porta-voz da Aliança contra o Golpe de Estado, declarou à AFP que “várias marchas foram canceladas por razões de segurança”.

No sábado, forças de segurança do Egito invadiram uma mesquita na capital, Cairo, onde estavam refugiados cerca de mil partidários do presidente deposto. Os manifestantes teriam posicionado franco-atiradores na torre da mesquita. Homens da Força de Segurança responderam disparando contra o templo. Após horas de tensão e negociações, a polícia invadiu o local e expulsou os partidários de Mursi. Na saída, muitos foram agredidos por uma multidão favorável ao governo interino. Em 24 horas, mais de 1,3 mil pessoas ficaram feridas e mil foram presas.

Desde o golpe militar que derrubou o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito, os confrontos se intensificaram. Um porta-voz do governo disse, em pronunciamento, que autoridades egípcias consideram a possibilidade de banir a Irmandade.

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