Embaixadora do Brasil escapa de ataque na Namíbia

Por Tercio Braga
Embaixadora Ana Maria Sampaio Fernandes | Marcos Oliveira/Ag. Senado Embaixadora Ana Maria Sampaio Fernandes | Marcos Oliveira/Ag. Senado

A embaixadora do Brasil na Namíbia (África), Ana Maria Sampaio Fernandes, passou por momentos de tensão na madrugada do último dia 12, em Windhoek (capital do país). Ela estava em casa com sua companheira quando ambas perceberam que a residência oficial era alvo de um ataque de quatro homens armados que tentavam invadir o local. A Agência Brasil foi informada de que mulheres são alvos de violência e agressões constantes na Namíbia – que se tornou independente da África do Sul em 1990.

O Ministério das Relações Exteriores informou que a chancelaria na Namíbia foi comunicada sobre a tentativa de assalto à embaixadora brasileira. De acordo com o Itamaraty, a segurança da embaixada e da residência oficial foi reforçada por autoridades locais. Pela Convenção de Viena, a segurança de representações estrangeiras é feita por forças policiais locais.

Em relatos à Agência Brasil, estrangeiros que vivem na Namíbia contaram que os sequestros são comuns no país como meio de obtenção de resgates em dinheiro ou joias. No caso da residência da embaixadora, o desfecho do ataque acabou de forma positiva para a diplomata, pois ela conseguiu acionar o serviço de segurança privado e os alarmes.

No entanto, os assaltantes conseguiram furtar computadores portáteis (notebooks) e a carteira pessoal da embaixadora com os documentos dela. A Namíbia, com pouco mais de 2 milhões habitantes, é um país que tem avançado economicamente, registrando progressos sociais, limpeza urbana e ruas sinalizadas. Mas a violência e a criminalidade são um desafio para as autoridades.

Ana Maria Sampaio passou por apuros por cerca de 20 minutos até a chegada dos seguranças. Os assaltantes tiveram o cuidado de cortar os fios da cerca elétrica, conseguindo assim invadir a parte interna da residência, e forçaram a entrada pelas portas de serviço. A embaixadora pediu ajuda por telefone e usando o alarme, sem ligar a luz da casa, apenas uma lanterna.

Os assaltantes tentaram invadir a residência forçando as portas, como, segundo a diplomata, comprovam as marcas de sapato deixadas em distintos locais. Na tentativa de evitar a invasão, a embaixadora fez barricadas com os móveis e objetos que havia na casa. Ela disse ter conseguido agilizar o socorro com a ajuda de dois funcionários – um diplomata e uma oficial de chancelaria.

A tensão acabou com a chegada dos seguranças privados, que atiraram na direção dos assaltantes, que conseguiram escapar. Especialistas, com experiência em países da África, dizem que o tipo de ataque à residência da embaixadora foi planejado em detalhes.

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