"Nos sentimos com medo e inseguros", relata brasileira que mora no Egito

Por Carolina Santos
Forças de segurança egípcias usam violenta repressão para dispersar os partidários do presidente destituído Mohamed Mursi. Manifestantes ocupam ponte  | Forças de segurança egípcias usam violenta repressão para dispersar os partidários do presidente destituído Mohamed Mursi.  | Asmaa Waguih / Reuters / Reuters Confrontos deixam clima de tensão no Egito| Asmaa Waguih/Reuters

Gerente de projetos de uma empresa do Egito, a brasileira Lúcia Virginha Bastos comentou a situação de “medo” que enfrenta junto à família e a companheiros de trabalho no país em entrevista à BandNews FM. Conflitos já mataram mais de 200 pessoas no país e o vice-presidente egípcio, ElBaradei, renunciou ao cargo.

“A gente se sente inseguro”, afirmou Lúcia sobre os conflitos na região. “As ruas do Cairo estão desertas, nenhum estabelecimento comercial está aberto e não se ouve o barulho de carros”, relatou.

A gerente saiu de casa normalmente nesta quarta-feira, mas logo recebeu ligações da companhia para a qual trabalha com recomendações para que voltasse para um lugar seguro e evitasse sair pelo menos até domingo. Lúcia contou que há oito pontos da cidade considerados mais perigosos.

“Os moradores aconselham pelas redes sociais que as pessoas não se aproximem desses locais. A Embaixada do Brasil também mandou um e-mail pedindo meu endereço”, afirmou.

A mensagem também continha recomendações de como se manter em segurança.

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