Serviço de Inteligência da Noruega proíbe Apple de fotografar Oslo

A Apple pode ser obrigada a comprar as fotos de empresas norueguesas para seu aplicativo 3D | Dado Ruvic/Reuters A Apple pode ser obrigada a comprar as fotos de empresas norueguesas para seu aplicativo 3D | Dado Ruvic/Reuters

O serviço de inteligência norueguês proibiu, por motivos de segurança, a empresa americana Apple de sobrevoar a cidade de Oslo para fazer fotografias em três dimensões (3D) destinadas a seu aplicativo de mapas.

“Posso confirmar que a Apple não obteve a autorização para fazer fotos aéreas, já que o nível de precisão das fotos é considerado muito elevado para certas áreas submetidas a restrições”, declarou uma porta-voz da Autoridade de Segurança Nacional (NSM), Mona Stroem Arnoey.

“Nós apresentamos à Apple soluções alternativas, como comprar as fotos de fornecedores noruegueses ou da Autoridade Norueguesa de Cartografia”, completou.

As declarações confirmam a informação do jornal norueguês Aftenposten, que revelou nesta semana que a Noruega, ao contrário da Suécia e da Dinamarca, manifestou oposição aos projetos de cartografia da Apple.

A NSM se recusou a fazer comentários sobre a quantidade e a natureza das áreas submetidas a restrições.

As fotos das áreas oferecidas pelas instituições norueguesas têm resolução menor ou estão manchadas em algumas partes.

De acordo com o Aftenposten, a proibição de fotografar do céu levou o prefeito de Oslo, a pedido da embaixada dos Estados Unidos na Noruega, a interceder a favor da Apple ante o governo.

A Apple foi muito criticada pela pouca precisão de seu primeiro aplicativo de mapas, que substituiu o Google Maps, e por isto desenvolveu a função Flyover, que permite sobrevoar interativamente as grandes metrópoles. A Apple, procurada pela AFP, não fez comentários.

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