Cristina Kirchner sofre maior derrota da década na Argentina

Por Tercio Braga
Mandatária prometeu aprofundar a “transformação” do país | Marcos Brindicci/Reuters Mandatária prometeu aprofundar a “transformação” do país | Marcos Brindicci/Reuters

Como uma tragédia anunciada, as primárias legislativas na Argentina confirmaram a baixa popularidade do kirchnerismo. O partido da presidente, a Frente para a Vitória, obteve 26% dos votos. Trata-se do pior resultado da legenda desde 2003, quando o ex-presidente Néstor Kirchner obteve 22% dos votos no primeiro turno.

O resultado também revela a diminuição do apoio à Cristina de 2009 para cá. Naquele ano, a Frente para a Vitória angariou 31,2% do eleitorado nas legislativas, à despeito de uma disputa da presidente com ruralistas.

A briga com a oposição foi mais forte na província de Buenos Aires, que concentra quase 40% dos eleitores argentinos. O candidato escolhido a dedo por Cristina, Martín Insaurralde, ficou em segundo lugar, com  29,65% dos votos.

O grande vencedor foi Sergio Massa, da Frente Renovadora. Massa é oriundo do kirchnerismo, mas se distanciou do movimento no ano passado. Ele obteve 35,05%.

Visivelmente abalada, Cristina falou sobre os resultados ainda na madrugada de ontem. “O importante é saber o que nós vamos enfrentar. Vamos continuar aprofundando a transformação”, disse ela.

A mandatária chamou a militância para intensificar a campanha até as legislativas “reais”, marcadas para outubro.

Dificuldades

Os resultados animaram a oposição. Juntas, as legendas receberam 74% dos votos. A fragmentação, porém, atrapalha os políticos que querem ver Cristina longe do governo. “Não há ninguém carismático. E eu não confio muito no Massa, que era kirchnerista até pouco tempo”, disse Susana Mantecon, 76, uma eleitora de Buenos Aires.

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