Milhões de eleitores votaram nas primárias legislativas da Argentina

Argentinos fizeram fila em uma seção de Buenos Aires | Enrique Marcarian/reuters Argentinos fizeram fila em uma seção de Buenos Aires | Enrique Marcarian/reuters

A presidente argentina, Cristina Kirchner, enfrentou ontem um difícil teste eleitoral. As Paso (Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias) serviram para a escolha dos candidatos que se enfrentarão nas eleições legislativas de outubro, e também para definir a quantas anda a popularidade do governo kirchnerista.

Pesquisas de boca de urna indicavam a vitória da lista encabeçada pelo líder opositor Sergio Massa na província de Buenos Aires. Quarenta por cento dos eleitores argentinos vivem na região.

Os levantamentos preliminares também apontavam a derrota de candidatos governistas nas províncias de Córdoba, Santa Fé e Mendoza. A oposição argentina, entretanto, sofre as dificuldades de uma forte fragmentação.

Cristina Kirchner, que amarga 60% de desaprovação popular, disse não pensar em um terceiro mandato. Ainda assim, congressistas aliados seguem cogitando a possibilidade de uma reforma constitucional que permita à mandatária concorrer em uma nova eleição.

 

Matemática

Para isso, Cristina teria de aumentar sua influência na Câmara e no Senado, segundo analistas, com uma maioria de dois terços em cada casa.

“Ela não tem isso agora e não vai ter depois de outubro”, diz Ignacio Labaqui,  um especialista da consultoria Medley Global Advisors.

“Mas, se o partido de Kirchner recebe 40% ou mais dos votos a nível nacional, o governo poderia pressionar a oposição a discutir a possibilidade do terceiro mandato.”  METRO

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