Atentados no Iraque deixam mais de 60 mortos e 300 feridos

Pelo menos 61 pessoas morreram e cerca de 300 ficaram feridas em uma série de atentados neste sábado, dia 10, no Iraque, durante as celebrações pelo fim do Ramadã. O mês sagrado para os muçulmanos foi um dos mais sangrentos dos últimos anos.

Em Bagdá, os carros-bomba foram detonados por grupos suspeitos de vinculação com a rede Al-Qaeda em oito diferentes bairros da capital. Explosões deixaram 37 mortos em três mercados, dois cafés e um restaurante. Outras duas pessoas já tinham morrido na explosão de uma bomba no bairro de maioria sunita Jihad, no oeste da cidade.

Também neste sábado, um terrorista suicida detonou os explosivos que levava no carro próximo a um posto da polícia em Tuz Khumartu, ao norte de Bagdá, matando nove pessoas, entre elas três policiais. Um outro carro-bomba em Kirkuk, também ao norte da capital, matou um engenheiro.

Outros dois carros-bomba explodiram na cidade de Nassiriyah, matando quatro pessoas. Na cidade sagrada de Kerbala, a detonação de explosivos em um outro carro deixou outras cinco vítimas.

Outras três pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas em ataques separados nas províncias de Babil e Nínive.

Em um comunicado emitido na noite de sábado, o Departamento de Estado americano condenou a série de atentados e qualificou os autores dos ataques mortais no Iraque de “inimigos do Islã”.

De acordo com as Nações Unidas, mais de mil pessoas morreram em julho vítimas da violência, no balanço mensal mais elevado dos últimos cinco anos no Iraque.

Motivação política

Segundo especialistas, os atos de violência podem estar aumentando devido à paralisia política do governo, enquanto o país se recupera com dificuldade de anos de guerra em que morreram milhares de pessoas.

Durante o mês sagrado do Ramadã, a violência costuma aumentar, pois os jihadistas consideram que seus ataques são mais justificados.

As autoridades governamentais atribuem este aumento dos ataques ao conflito que assola a vizinha Síria e costumam acusar países estrangeiros de fomentar a violência.

Mas a crise política que opõem a maioria xiita e os sunitas, que dominavam sob o comando de Saddam Hussein, também serve aos interesses dos extremistas.

Os sunitas, que acusam as autoridades de querer marginalizá-los politicamente, realizam manifestações desde o fim do ano passado, acusando o governo de realizar detenções arbitrárias.

Além disso, o governo se mostra incapaz de assegurar os serviços básicos, em particular a estabilidade do abastecimento de energia.

Loading...
Revisa el siguiente artículo