EUA pedem saída de americanos do Iêmen

Por Carolina Santos
Policiais fazem blitz na capital iemenita, Sanaa | Khaled Abdullah/reuters Policiais fazem blitz na capital iemenita, Sanaa | Khaled Abdullah/reuters

O alerta contra ataques da rede terrorista Al Qaeda levou os Estados Unidos e o Reino Unido a retirarem seus funcionários do Iêmen, onde fica a base do grupo radical na Península Arábica. A medida se seguiu à decisão, sem precedentes, de fechar embaixadas americanas em todo o Oriente Médio até, no mínimo, o próximo sábado.

“O Departamento de Estado ordenou a partida de funcionários do governo dos Estados Unidos não essenciais, devido ao potencial contínuo de ataques terroristas”, disse um comunicado. Voos da Força Aérea americana saíram da capital iemenita, Sanaa, ainda ontem. Cidadãos também foram orientados a deixar o país.

Outras nações adotaram um tom de cautela. A Holanda aconselhou seus cidadãos a deixarem o país árabe, e a França pediu cuidado e “que se movimentem o mínimo possível”.

O alerta do Ocidente foi disparado após a interceptação, na semana passada, de mensagens trocadas entre o líder da Al Qaeda, Ayman Al Zawahri (que sucedeu Osama Bin Laden) e membros da rede terrorista no Iêmen.

“Os braços iemenitas da Al Qaeda estão mais fortes agora do que há dois anos”, aponta Joseph Wippl, um ex-agente da CIA (a agência de inteligência dos EUA) e professor da Universidade de Boston.

Um dos motivos para isso, diz o especialista, são as revoltas em países árabes, onde muitos movimentos islâmicos ganharam força.

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