Estados Unidos podem vigiar ‘quase tudo’ na web

Por Carolina Santos
Em Las Vegas para uma conferência de segurança, o diretor da NSA defendeu o monitoramento | STEVE MARCUS/reuters Em Las Vegas para uma conferência de segurança, o diretor da NSA defendeu o monitoramento | STEVE MARCUS/Reuters

Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês)  dos Estados Unidos mantém um programa ultrassecreto que permite a seus analistas o acesso a uma ampla variedade de informações de internautas de todo o mundo. Com o chamado XKeyscore, é possível monitorar e-mails, conversas em chats e históricos de navegação.

A denúncia foi feita ao jornal britânico “The Guardian” pelo ex-analista americano Edward Snowden. “Eu, sentado na minha mesa, poderia grampear você, um juiz federal ou mesmo o presidente, se eu tivesse um e-mail pessoal”, disse Snowden ao jornalista Glenn Greenwald.

De acordo com a reportagem, um material de treinamento sobre o XKeyscore o descreve como o sistema de “maior alcance” para os serviços de inteligência na web.

Os analistas poderiam utilizá-lo apenas preenchendo um formulário simples. “O pedido não é analisado por um tribunal ou  por qualquer pessoa da NSA antes de ser processado”, descreve Greenwald.

Autoridades dos EUA negaram as novas denúncias de Snowden. “Ele está mentindo. É impossível fazer o que ele disse”, rebateu Mike Rogers, um republicano que preside o comitê de inteligência da Câmara.

Snowden está desde 23 de julho em uma área de trânsito de um aeroporto de Moscou. Com o passaporte americano suspenso, ele aguarda a resposta das autoridades russas sobre um pedido de asilo temporário.

 

Autorização

O novo relato de Snowden veio no mesmo dia em que a NSA divulgou documentos sobre a coleta massiva de dados telefônicos de cidadãos dos EUA. A agência apresentou autorizações para o monitoramento, no âmbito da Lei Patriótica (criada após o 11 de Setembro para melhorar as investigações de contraterrorismo).

O vice-diretor da NSA, John Inglis, disse que não houve demissões na agência após o caso Snowden. “Todo mundo está trabalhando duro para entender o que aconteceu”, afirmou ele, sobre o vazamento.  METRO

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