Israel e Palestina dão novamente o primeiro passo para a paz

O secretário de Estado americano John Kerry (à esq.) com Martin Indyk, nomeado para acompanhar o diálogo | YURI GRIPAS/reuters O secretário de Estado americano John Kerry (à esq.) com Martin Indyk, nomeado para acompanhar o diálogo | YURI GRIPAS/reuters

Israelenses e palestinos começaram ontem uma nova rodada de conversas para a paz no Oriente Médio, após três anos sem avanços diplomáticos. Representantes dos dois lados se reuniram em Washington durante a noite. As negociações seguem hoje e devem se estender pelos próximos nove meses, pelo menos.

Os Estados Unidos, que intermediam o diálogo, reconheceram a dificuldade do processo. “Espero que tanto israelenses quanto palestinos tratem estas negociações com boa-fé, determinação e interesse”, disse o presidente americano, Barack Obama.

No domingo, o governo israelense aprovou a libertação de 104 presos palestinos, detidos há mais de 20 anos. “O ritmo da soltura vai depender da evolução do diálogo”, observou Raymond Tanter, um especialista em Oriente Médio na Universidade de Georgetown.

Em um claro indício do  desafio à frente, representantes dos dois lados discordaram sobre a agenda das negociações. Uma autoridade israelense afirmou que todas as pautas seriam debatidas simultaneamente, enquanto um líder palestino disse que as fronteiras e a segurança seriam prioridades no debate.

Resistência

Outro problema será o racha interno nas comunidades israelense e palestina. “Ambos os lados terão de negociar não apenas entre si, mas também com seu povo na volta para casa”, escreveu Robert Danin, um analista do Council on Foreing Relations.

Os pontos mais polêmicos

• Fronteiras: há discordância sobre os limites do Estado Palestino. Israel se nega a reconhecer o território que havia antes de 1967, quando houve a Guerra dos Seis Dias.

• Jerusalém Oriental: dominada por Israel, a cidade é uma das reivindicações dos palestinos. Os israelenses a consideram indivisível.

• Assentamentos judeus: há ao menos 350 mil judeus israelenses vivendo na Cisjordânia. É preciso definir se essas terras ficarão com Israel ou com a Palestina.

• Refugiados: a criação do Estado de Israel levou milhões de palestinos à fuga. Eles querem voltar às suas terras, mas Israel diz que seria um suicídio demográfico.

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