Israel aprova libertação de 104 presos palestinos e vai discutir acordo de paz

Medida é vista como um sinal de boa vontade para a retomada das negociações de paz. Os dois lados se reúnem hoje, nos EUA

Israelenses tingem as mãos e protestam contra a soltura, em Jerusalém | Ronen Zvulun/reuters Israelenses tingem as mãos e protestam contra a soltura, em Jerusalém | Ronen Zvulun/reuters

Em uma decisão histórica, o governo israelense aprovou a libertação de 104 presos palestinos que estão detidos desde antes de 1993. A soltura dos chamados “anciãos do Fatah” (uma facção política palestina) era uma das demandas dos árabes nas negociações de paz.

Representantes dos dois lados do conflito se reúnem na noite de hoje, em Washington, para dar início a mais uma rodada de conversas. Encontros também estão programados para amanhã, segundo os Estados Unidos. Os esforços diplomáticos estavam paralisados há três anos.

A libertação dos presos foi anunciada após votação do gabinete de ministros israelenses. A medida foi aprovada por 13 votos a favor, sete contra e duas abstenções.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, passou as últimas semanas convencendo membros de seu gabinete da necessidade de aprovar a soltura. A libertação vai ocorrer em quatro etapas, a primeira delas começando nas próximas semanas.

A ministra da Justiça, Tzipi Livni, que vai representar Israel nas negociações, disse que a aprovação era vital. “A decisão é uma das mais importantes para o futuro do país. Começar as negociações de paz é do nosso interesse estratégico e de segurança.”

Atraso

O negociador palestino, Saeb Erekat saudou a medida, mas lembrou que ela veio com 14 anos de atraso. A soltura dos “anciãos do Fatah” estava prevista em um memorando assinado pelos dois lados em 1999.

“Apelamos a Israel para aproveitar a oportunidade para pôr fim a décadas de ocupação e exílio e iniciar uma nova fase da justiça, liberdade e paz”, disse Erekat. 

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