Análise - Um voo com o Papa

Por Tercio Braga

Entrar no voo A330 da Alitalia, que partiu do aeroporto internacional de Roma às 3h desta segunda-feira, foi pura adrenalina. Não havia lugares marcados para os jornalistas – apenas para os profissionais de imagem. Sentei no corredor, ao lado de uma colega brasileira, católica como eu.

Logo após a decolagem, começou o burburinho. Alguns repórteres diziam ter conseguido ver o braço do papa, em uma poltrona da primeira classe. Me estiquei, tirei fotos, mas não consigo dizer se era ele mesmo.

Às 10h30 do horário de Roma (5h30 no Brasil), o papa Francisco apareceu. Foi como se uma luz surgisse pelo corredor estreito. Ele fala pelo olhar, traz serenidade, conforto e força. Em 10 minutos de discurso, falou sobre os jovens, os idosos e os pobres.

Depois dessa conversa, os jornalistas fizeram uma fila para cumprimentá-lo. Fiquei com as pernas trêmulas e o coração disparado, aguardando a minha vez. Quando cheguei perto dele, perguntei se podia entregar um presente, ele respondeu que sim.

Até então, estávamos todos acompanhando tudo de forma discreta, mas, quando peguei a bandeira do Brasil para entregar ao papa, fiquei cego de tantos flashes. Ao receber o presente, Francisco disse: “o povo brasileiro é generoso!”

Depois, fui abençoado. Fiquei com vontade de perguntar sobre vários assuntos, mas a equipe de imprensa já havia nos alertado que aquilo não era uma entrevista coletiva. Voltei para o meu lugar em êxtase.

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