Chery New QQ tem visual simpático e bom desempenho, mas ainda precisa de ajustes

Por www.autopapo.com.br
Chery New QQ tem visual simpático e bom desempenho, mas ainda precisa de ajustes

O Chery New QQ, na versão topo de linha, traz curiosidades na nova geração, como rádio apenas com mp3 e entrada USB, e regulagem elétrica de facho de farol.

Para além disso, retrovisores com acionamento elétrico, vidros com um toque na descida também nas portas traseiras e luz diurna na parte inferior do para-choques dianteiro, que curiosamente se apaga se estiverem no modo baixo. A direção assistência hidráulica, que tira potência do motor e tem manutenção mais cara em relação à elétrica.

As linhas da carroceria do subcompacto da Chery são harmônicas na dianteira e traseira, com destaque para faróis e lanternas enormes sem serem desproporcionais. Porém, a silhueta do carro se altera completamente quando observado de lado. O New QQ tem uma elevação na parte central da carroceria. E, óbvio, é alto por dentro. Entrar ou sair do carro é fácil. Ponto perdido em ergonomia com comandos dos vidros dianteiros e traseiros posicionados indevidamente no console central – economia no projeto.

No banco traseiro há dois apoios de cabeça, apesar de o carro estar homologado para cinco ocupantes. Na prática, o conforto é para duas pessoas. Segurança das crianças foi lembrada com dois pontos de fixação Isofix. Porta-malas é minúsculo (160L) e tampa traseira de vidro, pequena. Tarefa ingrata é tirar o estepe temporário lá de dentro.

O painel central é de plástico duro, mas tem aparência convincente para o segmento – e até superior a modelos mais caros. Outra curiosidade é o porta-objetos central na parte superior do painel. De pouca utilidade, pois objetos podem cair e atrapalhar o motorista. A posição de dirigir agrada, com comandos de vidros e faróis nas pequenas alavancas. O quadro de instrumentos é digital, com velocímetro, conta-giros e indicador de nível de combustível. Porta-luvas sem tampa é uma pequena fresta no lado direito do painel. Coluna de direção não tem regulagens. Pedais não ficam na posição ideal.

Ao ligar o QQ, percebe-se a vibração do pequeno e eficiente motor de três cilindros. Acima de 4.000 rpm emite zunido semelhante aos carrinhos de brinquedo de fricção. Mas responde rápido aos comandos e eleva a rotação rapidamente. Engates do câmbio são leves, bem definidos, mas a alavanca tem curso longo. A direção é leve em manobra e muito direta em velocidade mais alta. O diâmetro de giro pequeno (9,5 metros) é suficiente para manobrar bem em espaço limitado. Suspensão não é desconfortável em piso irregular. Ruídos no habitáculo não são exagerados e os bons ângulos de ataque e saída evitam que o QQ esbarre em rampas.

Desempenho
É um destaque. O QQ anda bem em qualquer situação pelo baixo peso (935 kg) e relações de transmissão curtas na primeira e na segunda marcha. Por isso, sai fácil da inércia, arranca em subida com ar ligado e por aí vai. O fabricante insiste que se trata de carro urbano, sem vocação para estrada. Acima de 100 km/h fica vulnerável às forças laterais. Pode-se rodar na estrada respeitando as limitações. Pedal de freio não é imediato, com curso maior, mas acostuma-se logo. Visibilidade é boa e retrovisores são grandes. Se a palheta do limpador do vidro é simples, spray do lavador espalha melhor a água. Muito bom.
O QQ é o legítimo urbano por vocação, mas ainda não foi submetido ao teste de impacto do Latin NCAP para saber o nível de segurança da carroceria. O preço sugerido da versão testada, a ACT, é de R$ 32.290.

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