Nova geração do Mini Countryman All4 chega com novo visual

Modelo tem motor 2.0 turbo movido exclusivamente a gasolina/| Divulgação
Nova geração do Mini Countryman All4 chega com novo visual
Por: Autopapo.com - Boris Feldman

Sem perder a identidade clássica, que remete ao carro do Mr. Bean, o Mini Countryman All4 recebeu discretas alterações estéticas para a geração 2017. Os destaques são os novos anéis em LEDs ao redor dos faróis e, no interior, as saídas do sistema de ventilação retangulares. A maior mudança, entretanto, está além do alcance da visão: na estrutura da carroceria. A plataforma é totalmente nova, mais larga e 20 centímetros mais comprida, o que proporciona mais espaço para os ocupantes e bagagem.

O Countryman de “mini” tem apenas o nome, pois tem espaço suficiente para quatro adultos e folga para os joelhos de todos. Se apertar é possível levar mais um no banco traseiro. O porta-malas cresceu para 450 litros e há opção de rebater os bancos traseiros ou corrê-los sobre trilhos para aumentar o espaço de babagem.

Um detalhe prosaico, mas fundamental. A frente quase horizontal permite matar a saudade de observar o capô enquanto dirige, coisa praticamente extinta nos modelos atuais.

A vocação é aventureira, mas apesar da tração integral nas quatro rodas (por isso, All4) o Mini não tem boa altura em relação ao solo. A aventura deve se limitar à estradas de terra bem cuidadas. Entretanto, devido à tração integral com gerenciamento eletrônico o modelo encara bem lama, cascalho e pistas escorregadias. Além disso, a tração integral ajuda nas arrancadas. A distribuição dos 192 cv de potência nas quatro rodas permite arrancadas realmente fortes. A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 7,2 segundos, quase igual a alguns cobiçados esportivos italianos.

Logo acima da rotação de marcha lenta, a partir das 1.350 rpm, o motor 2.0 turbo já oferece toda a sua força de 28,5 kgfm de torque, com vigor. A transmissão automática com oito marchas é suave e rápida nas reduções. Pode ser acionada manualmente em modo sequencial pela alavanca do câmbio ou por borboletas no volante. O desempenho pode ser configurado por meio de um anel ao redor da alavanca, em modo econômico no qual ele fica mais “manso” ou em Sport quando a fera mostra toda capacidade.

Nas curvas, com tração integral, suspensão durinha eletronicamente gerenciada com sistema Multilink na traseira e rodas 19” o Mini é uma delícia. Parece um kart tamanho família. Porém, ele pula muito e ao passar em quebra-molas e buracos, as batidas no final do curso do amortecedor incomodam muito.

À noite, ao se aproximar do carro e destravar a porta, uma surpresa: uma luz ilumina o chão e projeta o logotipo da marca. No interior, o modelo é um festival de luzes em 12 cores. O usuário pode selecionar a combinação de acordo com a preferência.

Ao volante, os comandos são peculiares. As teclas são como as dos aviões e os instrumentos (parecidos com os que vemos nas motocicletas esportivas) mexem junto com a coluna de direção na hora de regular o volante. O acabamento é impecável, com bons materiais e visual requintado.

O sistema multimídia com tela touch e comandos de voz, emoldurado por anel iluminado apresenta as informações do status do veículo, opções de customização, manual do proprietário que pode ser lido integralmente outros detalhes. No console central dianteiro há um “mouse pad” no qual é possível controlar todas as funções do sistema e até escrever caracteres como endereços para o GPS sem ter que tirar os olhos da estrada para digitações ou acionamento de menus na tela.

Vale destacar que o anel da moldura dos comandos ao centro do painel muda de cor conforme determinadas funções são acionadas. Quando é detectada a aproximação perigosa pelos sensores de estacionamento se torna vermelho.

O Mini tem origem inglesa, mas é fabricado na Áustria. No quesito segurança é equipado com controle de estabilidade e airbags frontais, laterais e de cortina. Em colisões a nova versão ainda não foi submetida a crash test, mas a anterior levou nota máxima de 5 estrelas.

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