Europa se fecha com a volta de casos de covid-19

Segunda onda. Milhares de pacientes de coronavírus voltam a ocupar hospitais do continente. Situação pode servir de alerta ao Brasil

Por Letícia Bilard* - Metro Jornal

A Europa volta a impor medidas de restrições por causa de novo avanço de casos da covid-19. Dos 31 países do bloco europeu, 17 entraram em alerta vermelho de atenção para novos contágios. A região reportou 700 mil novos pacientes no intervalo de apenas uma semana, em movimento interpretado por infectologistas como uma segunda onda para o vírus.

Em um pedido de coordenação no rastreamento de casos, a comissária de saúde da União Europeia, Stella Kyriakides, alertou aos países de que “o tempo está se esgotando” para que hospitais sejam brutalmente afetados.

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O diretor regional da OMS (Organização Mundial da Saúde), Hans Kluge, disse que as mortes diárias europeias pelo novo coronavírus podem alcançar número superior a quatro ou cinco vezes o registrado no primeiro pico caso medidas de prevenção não sejam aplicadas.

A retomada de infecções na Europa foi reportada após reabertura econômica, na qual pessoas voltaram a circular e aumentaram a exposição ao vírus. Algo também observado no Brasil, onde cidades e estados relaxam regras com a redução de casos.

O infectologista do Hospital das Clínicas da USP Evaldo Stanislau explica que a situação epidemiológica europeia, apesar de diferente, serve de alerta ao Brasil.

coronavirus Reprodução

“O lockdown que foi feito na Europa ajudou muito a controlar a epidemia naquele momento e fez com que muitas pessoas não fossem expostas ao vírus. No Brasil, não houve a mesma medida e, de alguma maneira, as pessoas estiveram expostas. Pode ser até que, localizadamente, a gente tenha a possibilidade de uma polêmica imunidade de  rebanho. Se isso for verdade, é possível que aqui a situação seja diferente. Mas se isso não for comprovado, podemos enfrentar o mesmo cenário”, disse o infectologista ao reforçar a importância do uso correto de máscaras, lavagem das mãos e distanciamento social.

*Supervisão Vanessa Selicani

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