Que tal um macarrão? Preço do arroz inspira mudança no cardápio

Por Metro Jornal

O preço do quilo do arroz não deve cair até janeiro do próximo ano. A avaliação é do diretor da Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria do Arroz), Mário Pegorer. De acordo com o representante do setor, o incentivo do governo federal ao zerar a taxa de importação vai estabilizar o mercado, mas não será suficiente para reduzir o valor do produto, que pode alcançar até R$ 45 para o pacote de 5 kg.

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“Em função de dólar alto, o arroz vai chegar aqui também em preços altos”, disse Pegorer em entrevista à Rádio Bandeirantes. A queda pode acontecer, de acordo com o diretor, apenas a partir de fevereiro, quando o Brasil volta a colher sua safra.

A Câmara de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério da Economia, decidiu na quarta-feira zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz, que variava entre 10% e 12%. A isenção vai até o fim do ano, limitada a 400 mil toneladas. O objetivo da ação é reduzir o preço do produto, que em 12 meses acumula inflação de 19%. A alta é motivada pelo aumento das exportações e do consumo interno.

Pegorer afirma que as 400 mil toneladas são suficientes para apenas 15 dias de consumo no Brasil. “Temos notícia que está viajando ou em trâmite de embarque 150 a 200 mil toneladas para o Brasil [de arroz importado]. Ele começa a chegar no final de outubro, negociado antes da queda da tarifa. Com a notícia do incentivo do governo, os fornecedores internacionais já reajustaram o preço em 5%.”

Mais otimistas que os produtores, o governo federal espera queda no valor “nas próximas semanas”. A projeção é do diretor-presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Guilherme Bastos, que apresentou na quinta-feira ( balanço da safra de grãos no país.

“A decisão de zerar a tarifa externa deve criar novo teto de preços, abaixo do atual. Acreditamos que a isenção será precificada pelo mercado no curto prazo”, disse Bastos.

Macarronada neles!

Na dúvida sobre como será o comportamento do ingrediente predileto dos brasileiros, a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) promete iniciar campanha para incentivar a população a comer mais macarrão.

De acordo com a Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), os brasileiros consomem cerca de 5 kg de macarrão por ano, valor bem abaixo ao dos italianos, por exemplo, que comem 23 kg anuais. A média no Brasil é de uma porção por semana. Mas a Abimapi afirma ver potencial para até duas. “Sempre nos questionamos sobre como comunicar ao consumidor para que ele não fique com o estigma de que macarrão é só a macarronada de domingo. Ele pode substituir o arroz, por exemplo”, afirmou a diretora da consultoria de mercado Kantar Worldpanel, Tathiane Frezarin, no anuário da associação de 2020. Vai de macarrão nas próximas semanas? A colunista do Metro Jornal Lara De Novelli ensina na página 07 uma deliciosa receita para sair da macarronada tradicional.

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