Após pausa nos testes, AstraZeneca mantém previsão de vacina pronta em 2020

Por Metro Jornal com Ansa

A empresa farmacêutica AstraZeneca segue apostando na conclusão do desenvolvimento de sua vacina contra a covid-19 ainda em 2020. Os testes clínicos da substância foram pausadas nesta semana, após um voluntário desenvolver graves efeitos adversos durante os estudos.

Segundo o CEO Pascal Soriot, a vacina nomeada ChAdOx1 nCoV-19 deverá chegar ao mercado "no fim deste ano ou no início do ano que vem". Ele admite que não há data concreta para retomar os testes, porém diz estar "convicto" que ainda neste ano terá o pedido de aprovação enviado para as autoridades sanitárias.

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O motivo do otimismo de Soriot seria que o "efeito adverso" observado nesta semana "não foi observado no mundo inteiro".

A retomada dos testes, no entanto, será autorizada ou não pelo comitê independente que está fazendo a revisão dos estudos dos testes em todo o mundo. Normalmente, esse prazo pode ser de uma semana a três meses.

A ChAdOx1 nCoV-19 é considerada uma das mais promissoras vacinas anti-Covid, tendo sido a "aposta" favorita de diversos governos do mundo – incluindo os Estados Unidos, Brasil e União Europeia.

Parem as máquinas
O processo de desenvolvimento da vacina, criada pela Universidade de Oxford, foi temporariamente paralisado por conta de sintomas observados num voluntário do Reino Unido. Cientistas ainda não sabem se a reação está relacionada à substância.

Os envolvidos nos testes não confirmaram quais foram tais efeitos, porém a imprensa americana afirma se tratar de um quadro de mielite transversa – uma síndrome inflamatória na medula espinhal que pode ou não estar relacionada a um vírus.

O incidente fez com que Oxford parasse de admitir novos voluntários na pesquisa, que pretende testar a vacina em cerca de 50 mil pessoas ao redor do mundo. Aqueles que já receberam doses da substância continuarão sendo acompanhados.

A paralisação de estudos clínicos por conta de reações adversas é comum no desenvolvimento de vacina, e reflete o cuidado dos pesquisadores com os voluntários e a segurança da substância. No entanto, a suspensão pode desacelerar os procedimentos, que têm sido conduzidos com pressa a fim de fornecer a tão esperada imunização contra o novo coronavírus.

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