Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Crivella

Por Julia Kallembach - Rádio Bandeirantes

O Ministério Público e a Polícia Civil cumprem 22 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Prefeitura do Rio. A operação investiga um suposto esquema de corrupção na administração municipal.

A ação é um desdobramento da primeira fase, que ficou conhecida como "QG da propina" e teve como alvos Marcelo Alves, então presidente da Riotur, o irmão dele, Rafael Alves, e Lemuel Gonçalves, ex-assessor do prefeito Marcelo Crivella.

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Os agentes estão realizando buscas na casa de Crivella, na zona oeste do Rio, além de endereços ligados a agentes públicos e empresários nas zonas norte e sul, na Baixada Fluminense e na Região Serrana.

Em dezembro do ano passado, o Ministério Público abriu um inquérito para investigar a criação de um esquema de propina na prefeitura para liberação de verbas através de pagamentos indevidos. A investigação mostrou que o empresário Rafael Alves seria o operador.

A ação foi baseada em uma delação premiada. Um doleiro preso na 'Operação Câmbio Desligo" teve a colaboração homologada pela Justiça Federal e pelo Tribunal de Justiça do Estado. Rafael Alves teria auxiliado Crivella a receber doações de pessoas físicas e jurídicas nas eleições de 2016.

Depois do pleito, o irmão virou secretário e Rafael seria o responsável por organizar a contratação de empresas e cobrar dívidas que a prefeitura teria para receber. O doleiro Sergio Mizhay contou que toda a operação tinha pagamento de propina. Para provar as denúncias, ele disse que tinha imagens das câmeras de segurança das reuniões e depoimento do motorista que o acompanhou nos encontros e dados bancários.

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